O amor e suas heranças | Mamãe Recomenda

26 de maio de 2010

O amor e suas heranças

Um dia os olhos se encontram, o coração palpita, a bochecha cora, o sorriso acontece. Pronto. Nasce o amor. Assim, do nada. Sem avisar, nem vacilar. Ele nasce, depois pergunta os defeitos. E não ouve. Não vê. Não fala. Não pensa.
Rumo ao altar, à união das escovas de dentes, ao tico-tico no fubá, seja lá o que for, todos nós temos nossas expectativas, nossos sonhos, nossas fantasias quando pensamos em relacionamentos duradouros . Mas, de onde tiramos essas expectativas??? E por quê, na maioria das vezes, elas são frustradas, quando falamos em compartilhar nossa vida com alguém?

Segundo o psicólogo Jones Gomide, muitos relacionamentos acabam porque foram idealizados segundo padrões e expectativas herdados pelos nossos pais, que nos ensinaram como se comportar enquanto casal.
Embora cedo demais, os pais nem percebem que passam a lição, que ensinam o que esperar e fazer num relacionamento. Simplesmente sendo um casal em convívio, as crianças aprendem com o pai e mãe a serem marido e esposa. Assim, elas aprendem com os pais, como é  o modelo de casamento, que eles têm, o que é ser mãe, o que é ser pai, o que cada um pensa de si, do outro e o que cada um faz enquanto membro do casal. E a partir dá-se o problema. Eles também ensinam suas frustrações em relação um ao outro e expõem como gostariam, que de fato fossem. Por exemplo, a mãe acha que o pai trabalha demais ou nunca está em casa, ela comenta que seria totalmente feliz, se ele se dedicasse mais a ela.  - Pronto! Registrado! - O pai reclama que a mãe é muito mal humorada, que não deixa ele sair com os amigos e que ele seria completamente feliz, se ela fosse mais flexível, mais compreensiva. - Registrado de novo! - Desta forma, os pais ensinam os filhos como seria o relacionamento ideal, e os filhos aprendem e seguem à risca ou chegam as suas próprias conclusões e idealizam como deverá ser o seu casamento, de uma maneira muito consciente, mas há uma pequena parte, pequena, mas poderosa parte, o inconsciente, aquelas mensagens registradas lá atrás, na descrição de felicidade do pai e da mãe, que só vão se manifestar no dia- a-dia do relacionamento; quando começa a surgir aquela sensação de que falta algo, de estranhamento, de frustração. Iniciam-se as brigas, os desentendimentos e assim, sem sabermos o motivo, sem avisar, sem ver, nem ouvir, nem pensar, o amor se vai. Mesmo quando tínhamos a certeza de que aquele era o amor das nossas vidas.

Atualmente, vive-se mais. Antigamente, morria-se cedo, então prometer viver até que a morte nos separe era fácil! Hoje, não! O casamento foi rotulado de teste, "vamos ver se vai dar certo, se não der a gente separa!" E esse teste nem sempre termina bem, sem consequencias dolorosas, sem filhos envolvidos, com mágoas e traumas, que afetarão para sempre, as futuras relações tanto do ex-casal como dos filhos, que seguirão a tradição do exemplo, já demonstrado acima. Então, imagina o estrago? O ex-casal terá dificuldades para se envolver de novo, ressentimentos, mágoas, que serão descontados no próximo ou próxima da fila, que serão infelizes. E se houverem filhos, eles levarão todas as insatisfações ensinadas pelos pais, para a sua vida adulta, onde serão infelizes e farão outras pessoas infelizes! Credo! Gerações infelizes por causa de neuroses, que nem são suas? Gente! Vamos começar a rever nossas expectativas, vamos?!
Porque o amor vai embora sem aviso, quebra-se o encanto. Mas o casamento já pode esta fadado ao fracasso, por isso é bom a gente refletir sobre nossa maneira de encarar os relacionamentos. Saber a origem das nossas expectativas e como idealizamos nossos relacionamentos. Segundo Jones, alguns tipos de relacionamentos sinalizam a existência de heranças psicológicas e neuroses, que devem ser tratadas, a fim de que essas pessoas possam viver um relacionamento saudável e feliz. 

Há vários exemplos de relações, que começam e são levadas a diante pelos motivos errados. O amor é lindo, mas é frágil demais. Ele não resiste a frustrações. Mesmo permanecendo juntos, o que pode parecer o sucesso da relação, um casal pode ser infeliz durante toda sua vida, porque há muitos outros fatores além de amor e felicidade envolvidos num casamento, como filhos, dinheiro, família. De repente, esse tipo de relação ainda pode ter a felicidade incluída, se ambos procurassem as razões de sua infelicidade dentro de si e não no outro. Livrar-se das heranças sentimentais, das idealizações, que não são suas, das neuroses, que não te pertencem. Um casamento pode ser feliz, quando o casal passa a ver a relação individualmente. Sem culpar o outro por suas frustrações. Por que cada um é cada um,  e juntos, um casal são 2 pessoas com um só objetivo: serem consciente e inconscientemente felizes.

Um comentário:

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